<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9416776</id><updated>2011-04-21T18:51:04.036-03:00</updated><title type='text'>Vale Nada</title><subtitle type='html'>Um blog de um estudante de jornalismo que não vale nada. Com teorias malucas que não valem nada. E com leitores que...são muito inteligentes. Ou sem leitores. Droga, o blog não vale nada!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://valenada.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valenada.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Zobaran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17939467275606410191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9416776.post-113257354538628001</id><published>2005-11-21T09:44:00.000-02:00</published><updated>2005-11-21T09:45:45.400-02:00</updated><title type='text'>A magia de torcer canelas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Algumas frações de segundo são suficientes para que uma série de contrações musculares dêem forma às mais geniais jogadas de futebol na atualidade. Com a sintonia perfeita entre cérebro, pernas, pés e bola, Ronaldinho – o Gaúcho, o Assis ou o artista, como preferirem – pára o mundo e dribla. Com o olhar fixo em um ponto no horizonte que não pode ser observado pela córnea humana, o camisa 10 do Barcelona fantasia uma nova arte com antigos elementos. Espetáculo que desorienta e faz refletir. Será que o futebol, e não o cinema, é a sétima arte? Ou será que Ronaldinho é cinema e não futebol? O melhor a fazer é perguntar isso a um torcedor do Real Madrid.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;No sábado, 19 de novembro de 2005 – seria uma heresia chamá-lo de último sábado uma data que ficará marcada na história –, o artista em questão resolveu dar uma pincelada surrealista na tela da minha casa. Encantado, agradeço. O jogo em questão, o sempre nervoso, colorido e apaixonante Real x Barça, é um marco no calendário esportivo mundial. Tal confronto permite elevar simples mortais à condição de mitos, mas a força do clássico espanhol é tão grande que alguns mitos – já agraciados com tal título – estavam em campo. Eram eles, Zidane e Ronaldo de um lado, contra apenas um Ronaldinho do outro. É lógico que estamos "mitológicamente" falando, porque se contarmos craques, promessas e galãs ainda poderíamos mencionar vários, como Beckham, Robinho, Raul, Deco, Eto’o e Messi.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Enfim, com o azul e grená de seu uniforme, Ronaldinho avançou desde o seu campo até a área adversária para marcar aquele que seria o segundo gol de sua equipe e o mais bonito da partida. No intervalo de tempo entre receber a bola e deixá-la dentro da rede merengue, o mágico brasileiro deixou Sérgio Ramos com a bunda dolorida ao colidir-se de forma vexaminosa com o gramado do Estádio Santiago Bernabeu, na capital da Espanha. Antes de parar o tempo na frente do goleiro Ike Casillas e bater em gol, ele ainda derrubou mais um zagueiro. Gol e festa. Três minutos depois ainda teria tempo para marcar outro e escrever, de uma vez por todas, seu nome no futebol mundial. Não é de estranhar que o estádio se curvou à magia da arte de Ronaldinho e bateu palmas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É difícil acreditar que alguém tenha sido mais completo do que ele. Falam de Pelé, de Maradona e de Garrincha, mas não os vi. Até posso aceitar que tenha sido melhores, mas não de forma esmagadora. Não há dúvidas de que se por um desmando do destino nosso Ronaldinho desafiasse números e não canelas, o Brasil teria um Albert Einstein em suas terras. Mas, sinceramente, prefiro que seja assim. Não torço por Ronaldinho, torço pela bola. Que ela chegue nele e por lá continue bastante tempo. Que ele não chute a gol, que continue a dominá-la, domá-la, com sua habilidade suingada e sua inteligência apurada. Torço para continuar com saúde para assistir sua magia em torcer canelas.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9416776-113257354538628001?l=valenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/113257354538628001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/113257354538628001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valenada.blogspot.com/2005/11/magia-de-torcer-canelas.html' title='A magia de torcer canelas'/><author><name>Zobaran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17939467275606410191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9416776.post-112554072081105014</id><published>2005-08-31T23:06:00.000-03:00</published><updated>2005-08-31T23:12:00.816-03:00</updated><title type='text'>Nem falei do Adriano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A imagem é realmente chocante. O fenômento Ronaldo, acompanhado do mágico Robinho, na seleção, no Real e nas coreografias. E isso tudo em pleno &lt;em&gt;Jornal Nacional&lt;/em&gt;! Perdoe-me, mas fui captado pela semente plantada em meu cérebro e não posso deixar a bola cair. Comissões parlamentares, denúncias, jeffersons, mistas, marcus e cuecas, definitivamente, não são estes os meus temas preferidos. Mil vezes mais, escolho sorrir com molecadas, palhaçadas e pedaladas dos donos da bola, que a cada dia assinam novos contratados com dezenas de zeros (à direita. À esquerda, só mesmo um cifrão).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Torço para que, a cada dia, consigam mais e mais empregos. Não só a eles, também a todos os jovens talentos ou pernas-de-pau que invadem os mais inusitados países para trabalhar e ser remunerado para isso. A labuta exige, portanto, novas funções e uma delas, no caso destes dois astros brasileiros de Madri, exige que pareçam amigos e descontraídos. Isso mesmo, são falsos como peito da Sabrina Sato. E, ao mesmo tempo, assim como a respeitada apresentadora, não me canso de assistir e, querendo acreditar ou não, é ótimo reverenciar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Comparar, então, passa a ser a seguinte vontade. OK, os mais rigorosos críticos vão dizer que trata-se de uma prática injusta e desprezível. Concordo, mas não evito cometer tais pecados. Os enfrento de frente e coloco em uma balança a ascensão (e queda) de Ronaldo e Robinho. Longe de mim querer dizer que o futebol deles está acabando ou vai acabar. Na verdade a curva decrescente da fenomenal qualidade do dentuço é clara. Isso porque durante muitos anos foi realmente espantosa a sua habilidade para fazer gols. Agora, ainda que continue marcando, a confiança e a eficiência já não são iguais. De qualquer maneira, nenhum time ou seleção do mundo pode dispensar os serviços do ídolo, assim como o manter no banco de reservas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Enquanto muitos observam a chegada de Robinho a Madri, comenta-se que algo de magnífico e único no futebol. Esquecem que há alguns anos, o Brasil queria saber, duas vezes por semana, quantos gols nosso atacante havia feito, seja pelo Barcelona, pela Internazionale ou até pelo Real Madri. Um novo drible ou uma arrancada espetacular eram promessas de assunto durante muitos minutos em qualquer botequim. A realidade é que o que hoje acontece com o Robinho, já ocorreu com o então Ronaldinho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Hoje, o Ronaldinho não é mais o Ronaldo e sim o Ronaldinho Gaúcho. Entendeu? Então, basta falar o seguinte, como um prêmio a alcunha de ser o "Ronaldinho" agora está nas mãos do cabeludo do Rio Grande do Sul. Com um futebol espetacular, ele conquistou a Europa e foi considerado por Diego Maradona, como seu sucessor. Naturalmente que veste a camisa 10 e é com ela que brilha nos palcos do mundo, mostrando seu futebol objetivo, sim, e com firulas desconcertantes, também. Entre os três, suas características são as que permitem maior longevidade no esporte profissional de alto rendimento. Outro grande astro que não deve desaparecer das capas de jornais pela próxima década é Kaká.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Lá vou eu com essas teorias malucas. Não, não vou dizer que o Robinho não dura tudo isso. Durar ele dura, até porque é bem mais novo que o resto da turma. Mas, assim como o Ronaldo, o seu estilo de jogo terá de se modificar daqui a alguns anos para que continue a demostrar sua visão de jogo, inteligência e cumplicidade com a bola, mesmo que sem aqueles giros velozes e arranques inesperados. O drible dificilmente se perderá com a idade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Enfim, não cheguei a nenhuma conclusão e, ainda por cima, enrolei todo o meu (e quem sabe o seu) raciocínio.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9416776-112554072081105014?l=valenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/112554072081105014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/112554072081105014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valenada.blogspot.com/2005/08/nem-falei-do-adriano.html' title='Nem falei do Adriano'/><author><name>Zobaran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17939467275606410191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9416776.post-112476324627505505</id><published>2005-08-22T23:08:00.000-03:00</published><updated>2005-08-22T23:14:06.283-03:00</updated><title type='text'>Mistura na semana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Samba, tango e funk. Uma mistura inédita encharcou a mídia na última semana. No balanço do som, nem a insossa Copa Sul-Americana, nem o fim do primeiro turno, desviaram a atenção dos holofotes. Ainda assim, tiraram Garrincha de campo e transformaram a propaganda de cartão de crédito em documento importante da história. Conseguiram. O programa do canal 13 argentino, "A Noite do Dez", comandado por Diego Armando Maradona e que em sua estréia recebeu Pelé, afastou a mensalada mista (...a Vila Mimosa de Brasília que o diga) mesmo que por alguns segundos da caixola dos "brasilianos". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Deus e Rei que me perdoem, mas outro assunto abasteceu e rendeu o jornalismo carioca ligou mandou o recado. O que mais instigou olhos e ouvidos, na ensaboada semana, foram as grampos policiais que descobriram que jogadores de futebol estão nas pautas das conversas de varejistas da indústria do Narcotráficos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"Nossa, o que é essa semana?", indagam-se os mais viciados (em futebol). Absolutamente, visto que a despedida de Robinho emplacou a tarde/noite dos fissurados. Bem ao estilo &lt;em&gt;se vira nos trinta&lt;/em&gt;, o garoto da Vila se viu acuado, obrigado a se destacar nas partidas tanto em casa, quanto fora. Foi o que fez e, não pode se negar, com brilho. É verdade que, brilho este, ganhou luminosidade diferente. É como um "e nem foi tudo o que tinha", em que ele assusta não só os santistas, como todos os demais brasileiros de que em breve estaremos carentes de genialidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Lá se vão Robinhos, Ronaldinhos, Kaká e tantos outros. Esses que já no Brasil demostravam o tamanho de seus potenciais por envergar a camisa de seu times com extremo sucesso. O desembarque em novos aeroportos pareceu também conseqüência de anos de vistorias, provações e comprovações. No fim, contratações. Enfim, já foram e não estão mais aí. A Europa já é um berço mais aconchegante do que a seleção brasileira. Daí a recolher à marginalidade em partidas "à meia boca" no Brasil, na China ou no Croácia. Lá pela Copa, todos se encontram se abraçam, zoam uns com os outros e treinam. Acredito que acreditam que vencerão sempre. Torço que não seja um delírio e não chego a me assustar com a possibilidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Susto. Susto se toma mesmo quando observa-se que lá se vai o tal do Rafinha, que vai lá até já ouvi falar o nome deles em várias rodadas de gol no Brasileiros, mas que nunca desviou todas as atenções do país para o Coritiba (e OK, suspeito que isso seja bem difícil também). Muitos outros pegam na rabeta. Daí a ingressar no futebol alemão, como poderia ser o turco ou o chinês, como se fosse a menção honrosa de todo jogador em início de carreira. Hoje, se você for jovem e for bom de bola deve seguir a profissão de boleiro. Caso por um ato falho você atua bem em um jogo, com uma jogada fora de séria ou dribles desconcertantes, você então está apto a ganhar o mundo. Conheça o Romênia, Rússia, Coréia e tantas outras nações através de uma rede internacional de contato de empresários e dirigentes. Deus os abençoe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sim, e por que não? Claro que devem ir jogadores, embarquem nessa. Eu não pensaria duas vezes, para ser bem direto. Alguns pesam ficar para, aqui, ganhar tarimba e nome. É lógico que só até serem enviados à lavanderia de cérebro de "procuradores". Pomposo, não? Ainda assim, é realmente a escolha mais coerente. Afinal de contas, hoje com a mesma velocidade em que se vira rei, se perde a coroa. E aí meu filho, pensarás que era melhor ter dois e meio na mão do que trinta voando.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9416776-112476324627505505?l=valenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/112476324627505505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/112476324627505505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valenada.blogspot.com/2005/08/mistura-na-semana.html' title='Mistura na semana'/><author><name>Zobaran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17939467275606410191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9416776.post-111685874573363017</id><published>2005-05-23T11:27:00.000-03:00</published><updated>2005-05-23T11:32:25.736-03:00</updated><title type='text'>A droga da Bienal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Na saída do Pavilhão Vermelho havia um grande tumulto. Esbarrões constantes criavam naquele cenário um clima angustiante e claustrofóbico. O alto volume das conversas incessantes prejudicava o pensamento e atormentava os mais desatentos que insistiam em parar e, assim, davam proporções maiores à confusão. Novo encontrão, uma reclamação em voz baixa sem interromper as passadas frenéticas, respiro e já estou chegando ao pavilhão vizinho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Zum, zum, passou um carrinho carregando escritores e seus editores. Sim, porque não estou em uma rebelião de presidiários em Bangu ou Presidente Bernades. Estamos no Riocentro, em plena Bienal do Livro no Rio de Janeiro. Um evento que acontece há anos e que com seu tamanho gigantesco fertiliza os sonhos dos mais otimistas em criar um país de leitores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não que a utopia não possa um dia ser realizada. Muito pelo contrário. De que forma faremos isso é que é a pergunta. Um evento deste porte que, em 10 dias, reúne algumas milhares de pessoas não pode ser encarado como uma solução efetiva para transformarmos nossa dura realizada. Decerto é uma ótima estratégia de motivar futuros clientes do mercado editorial brasileiros, uma indústria milionária que move milhões de reais e têm planos de expandir seus negócios. Porém, o que mais precisamos é de uma postura agressiva de escritores – e, quem sabe, até editores – diante dos nossos governantes, exigindo educação pública de qualidade para todos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim, isso não tem nada haver com o assunto principal, que é: como alguém compra livro em um evento barulhento como a Bienal? Não tem como. Pelo menos eu acho que não. Tudo bem se ainda fossem preços espetacularmente mais baratos e o leitor tivesse que enfrentar este revés para garantir um custo benefício melhor, mas não foi assim que funcionou. Eram raras as promoções sensacionais. Além disso, a profissionalização do mercado já permite aos consumidores terem uma noção dos lançamentos. Ou seja, apenas o contato com os autores representava alguma novidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Antes que você se precipite e pense que sou um elitista e que quero a perpetuação da atual condição de país sem leitores, vou logo avisando: não é bem assim. A questão é: vamos fazer uma Bienal? Vamos. Vamos motivar a população? Vamos. Vai ser divertido? Vai. Porquê de não se fazer isso tudo direito? O visitante já chega nervoso com o descaso dos organizadores que não são capazes de informá-lo onde deve estacionar. Os guardas municipais mandam você para o próximo portão de estacionamento sem saber se adiante terão vagas ou não. E chegando lá dentro – quanto a bilheteria, não há reclamações – as pessoas se aglomeram de uma forma incompatível com uma feira literária. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Qual é a validade disso tudo? Uma nova geração de leitores dirão alguns. Será, será mesmo?! Desconfio que não seja bem assim. Esta é mais uma festa para inglês ver e fazer um estudo antropológico colocando os brasileiros como macaquinhos fascinados com páginas, cheias de letrinhas, encadernadas e com uma capinha bonitinha com o título da obra e o nome do autor. No final das contas, poderemos constatar se disseminamos o hábito da leitura ou se deixamos somente as prateleiras mais cultas.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9416776-111685874573363017?l=valenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/111685874573363017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/111685874573363017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valenada.blogspot.com/2005/05/droga-da-bienal.html' title='A droga da Bienal'/><author><name>Zobaran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17939467275606410191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9416776.post-111646144003058507</id><published>2005-05-18T21:06:00.000-03:00</published><updated>2005-05-18T21:13:48.336-03:00</updated><title type='text'>Como os EUA explicam o futebol</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;A globalização é um tema presente em diversos estudos atuais sobre o mundo e como os seres humanos convivem, ou não convivem, entre si. A cultura é abordada como uma forma de explicar as atitudes humanas e, muitas vezes, demonstrar como o indivíduo nem sempre consegue controlar efetivamente seu raciocínio e seu atos. O futebol é o esporte mais popular do planeta e, assim como o Big Mac (o famoso sanduíche que virou parâmetro cambial) foi inserido neste contexto. Franklin Froer - estadunidense, convicto torcedor do Barcelona e orgulho filho da geração yuppie de seu país - pescou interessantes histórias de times e torcidas em boa parte do planeta em seu livro &lt;em&gt;Como o Futebol explica o Mundo&lt;/em&gt; (Jorge Zahar Editora, R$ 29,90) com o intuito de, adivinha, explicar o mundo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Apaixonado por futebol em um país de amantes do beisebol, o jornalista viaja ao mundo atrás de controvérsias e assuntos mal resolvidos, sem cometer o erro de encontrar respostas e cair em moralismos ou, até mesmo, excesso de relativizações. Com um texto saboroso, rápido e leve, Froer propõe ao leitor uma aventura pelo mundo da bola na pele de um desengonçado repórter que se vê em diversas encrencas: ele mesmo. E o faz muito bem ao transmitir com habilidade suas conquistas na empreitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro, inspirado em &lt;em&gt;Football Against the Enemy&lt;/em&gt;, de Simon Kuper, se apoia em relatos de torcedores para apresentar aspectos conhecidos, ou não, dos clubes e conflitos mencionados. Nos Balcãs, a ligação entre futebol e guerra civil não é uma mera associação criativa. Dentro e fora do Marakana, em Belgrado, Arkan – definido como o mais famoso gângster e tirano militar da história sérvia – comandou sua trupe de torcedores do Estrela Vermelha que não poupavam esforços para lutar por causas alheias ao futebol, como o nacionalismo sérvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como no caso dos católicos do Celtic contra os protestantes dos Rangers, na Escócia, no entanto, e nos demais locais analisados, Froer não supervaloriza movimentos ocorridos no futebol. Um boa cerveja e lá vão mais alguns hooligans. Mais alguns negócios e lá se vai o "nacionalismo burguês" dos catalãos. Enfim, nem sempre considerar o futebol como algo além do simbólico é correto. No esporte, torcedores, atletas, dirigentes e políticos extravasam sentimentos verdadeiros ou não. Não há regras definidas, mas há uma interessante relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro, porém, comete alguns pecados. De fato, não é fácil para um compatriota de Cobi Jones e Tony Meola conseguir a, tão almejada e jamais descoberta, isenção em questões relativas ao próprio Estados Unidos ou o Oriente Médio. Nestes momentos, o leitor pode contestar afirmações e até duvidar da validade das informações nas páginas já lidas. Mas o conteúdo não pulveriza as vitórias oportunas de outros capítulos e nem inviabiliza uma percepção interessantes do esporte em ângulos e regiões inusitados, mesmo para quem busca informações em veículos especializados no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, onde o estadunidense relata os mandos e desmandos dos cartolas, há uma leve, mas aparente, superficialidade no discurso. É inevitável, porém, que sejam cometidos esses pequenos delitos, já que o autor decidiu por fazer um apanhado de situações e não profundas análises de questões locais. O livro é um estudo (mas não é acadêmico, graças a Deus!) que merece ser lido com atenção, pois, mesmo que não levante essa bandeira, é mais um passo para a formação de público de literatura relacionada ao esporte e de um mercado editorial que o abasteça. Na terra do Michael Jordan parece que nasceu alguém para ensinar futebol para brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9416776-111646144003058507?l=valenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/111646144003058507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/111646144003058507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valenada.blogspot.com/2005/05/como-os-eua-explicam-o-futebol.html' title='Como os EUA explicam o futebol'/><author><name>Zobaran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17939467275606410191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9416776.post-111430976218279831</id><published>2005-04-23T23:23:00.000-03:00</published><updated>2005-04-23T23:29:22.186-03:00</updated><title type='text'>Senta, senta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;E mais uma vez, vêm à baila as promessas mais antigas da humanidade: as reformas do Maracanã. Bem, é bom que se lembre que algumas mudanças superficiais realmente foram feitas, como a inclusão de grades de ferro no anel superior e que mais tarde foram trocadas por divisórias de acrílico. Nas últimas obras, os camarotes – no andar final da arquibancada - fecharam a respiração do estádio e os túneis tiveram de ser ampliados. Antes de cada alteração, no entanto, há sempre a mesmo expectativa que vivemos no momento. Estaríamos nós assistindo às últimas partidas com a geral no Maracanã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;O espaço tão democrático (a democracia está na moda, né?!) e tradicional, há tempos, é apontado como uma ovelha negra. O ingresso mais barato, até a chegada do poder Garotinho no futebol, permitiu que muitos conseguissem assistir a jogos históricos. Mas isso incomoda. Incomoda mesmo. Nas arenas da NBA os ingressos mais caros estão justamente nas cadeiras ao lado da quadra. É lógico, é lá que você sente realmente o clima do jogo. É lá que os protagonistas do espetáculo mais se aproximam do torcedor. E é lá que a festa sempre começa. A comemoração que embalou embates durante anos, com breves interrupções, foi taxada de insegura. Essa é mais uma prova da violência daqueles que têm contra os que nada. Nada de educação, nada de saúde, nada de moradia, nada de emprego...e, agora, nada de futebol, de diversão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Saiamos deste complexo de perseguição e entremos em outro complexo. Não, não é o Complexo de Édipo, nem o da Maré, muito menos o de Golgi. Falemos da globalização, esse sim um complexo muito mais perigoso. Quando você entra, ou você se enquadra ou um abraço, meu chapa. Então, meu amigo, o fim da geral é mais um passo para o caminho globalizante do futebol. Sim, assim como novos valores são enfiados goela abaixo dos habitantes do planeta nos quatro cantos do mundo (eu sei, o mundo não têm cantos) padronizando hábitos em detrimento de traços culturais, o Padrão FIFA chega como quem não quer nada e age da mesma forma.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Nada de geral, coréia ou qualquer outra denominação que você queira dar a esses setores dos estádios de terceiro mundo onde as pessoas torcem em pé. É o que diz a FIFA, que chamam esses locais históricos de setores, mas que por enquanto ainda deixam os pagantes torcerem. Mas atenção, sem tumulto e com o direito de reunião cassado. Todos devem ficar sentadinhos em cadeiras confortáveis (não tenho nada contra cadeiras confortáveis) e prestando atenção! E assim morre mais uma marca da identidade regional. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Talvez para lordes ingleses essas determinações seja de grande valia, o mesmo não podem dizer para latinos, africanos e, até mesmo, italianos. Eslavos e hindus também poderiam ficar de fora dessas ordens. Não sei como todos torcem e esse é exatamente o motivo de não podermos exigir que tenham condições iguais para torcer. A arquitetura local também poderia ser um argumento, mas essa eu chuto para escanteio. Enfim, já que estamos falando de britânicos, vou parodiar um dos alicerces da cultura daquelas bandas, o dramaturgo Willian Shakespeare: torcer ou se enquadrar, eis a questão. Ou seria melhor usar um coro conhecido do público das arquibancadas: Senta, Senta, Senta!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Observação: Nunca se ouviu esse coro no público da geral.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Outra observação: Vale lembrar, que quando as cadeiras azuis foram pintadas pela primeira vez, na administração de Raul Raposo, muito se falou que as cores, azul, verde e amarela, não homenageavam a bandeira brasileira e sim o PSDB.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Mais uma: Nesta época, o governador – o estado é que toma conta do Maracanã – era Marcello Alencar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe futebol inteligente no Rio?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9416776-111430976218279831?l=valenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/111430976218279831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/111430976218279831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valenada.blogspot.com/2005/04/senta-senta.html' title='Senta, senta'/><author><name>Zobaran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17939467275606410191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9416776.post-110969425875811371</id><published>2005-03-01T13:18:00.000-03:00</published><updated>2005-03-19T21:30:35.070-03:00</updated><title type='text'>Maradona no DVD</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;O cinema e o futebol são duas áreas em que os críticos não perdoam qualquer deslize. Talvez por isso seja tão difícil um filme sobre o esporte mais popular do mundo ganhar as manchetes de jornais com elogios rasgados, vide os exemplos de Pelé Eterno e Garrincha –Estrela Solitária(este recém lançado). Assim como os dois melhores jogadores brasileiros, o craque maior da história do futebol de nossos “hermanos” argentinos, Diego Armando Maradona, também foi lembrado, mas sua saga não foi contada nos cinemas. O documentário de 55 minutos, produzido na Itália por La Gazzerra dello Sport e à venda no Brasil pela Placar em formato de DVD, apresenta um mito do esporte sem acentuar sua figura polêmica fora de campo, o que se revela uma qualidade em uma obra de altos e baixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recriar a carreira de um ídolo capaz de transformar fãs em devotos não é uma tarefa fácil, mas o diretor Ciro Maria Capone deve ser louvado só pelo fato de encarar a tarefa. Não ficou claro, no entanto,se foi uma opção do diretor ou uma falta de imagens de qualidade quenão permitiu apresentar com mais detalhes os primeiros passos deMaradona no futebol. A deliciosa história do pequeno Diego no time infantil dos Argentino Juniors, os "Cebollitas", e seu meteórico sucesso poderiam Ter melhor proveito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros momentos da carreira não ficam muito claros, como os motivos que impediram o promissor jogador de disputar a Copa do Mundo de 78,quando a Argentina se sagrou campeã mundial, assim como as suas participações em partidas pela seleção antes deste evento e, log oapós, durante o Mundial de Juniores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos fatores que se revela interessante e ao mesmo tempo prende o conteúdo da reportagem é a escolha por separar o filme em seis momentos (Argentina, Espanha, Itália, Nápoles, México e Estados Unidos). A tática costura o enredo sem uma prisão à datas ou ordem cronológica, mas por vezes a explicação fica vazia ao separarconseqüências e contexto, como seu retorno à Argentina (ao Newell's).As duas temporadas disputadas por Maradona em Barcelona também causam estranheza, pois sem dúvida as melhores imagens do filme estão inseridas justamente nesta época, que não foi o auge da carreira de Diego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos dribles desconcertantes e do talento inspirador de "el Pibe de Oro", a música é um dos pontos de melhor sucesso no filme. As canções com ritmos vibrantes e, por vezes, melancólicos foram casadas às imagens de partidas em um trabalho bem realizado. O texto e as, poucas, entrevistas (quase todas do próprio Diego) não empolgam, mas estão de acordo com a postura do filme de valorizar a personalidade do argentino, assim como sua facilidade com a bola nos pés, o que é um acerto. Outro aspecto em que o filme pecou foi a preocupação de apresentar o craque sempre sozinho, como se as vitórias fossem conquistas individuais. Isso pode ser visto com a falta de interesseem dar créditos aos companheiros e adversários, que raras vezes tiveram seus nomes revelados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de Don Diego ainda é um enredo em composição e, por isso, "Maradona – O Mito do Esporte" jamais se tornará uma obra definita. É, porém, importante que a produção de filmes sobre esporte consigam ganhar um espaço no mercado brasileiro, e mundial. Quem sabe, com esse lançamento a indústria cinematográfica não possa olhar com melhores olhos para os astros do esporte e, quiçá, Ter este flerte correspondido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do filme principal, o DVD oferece, ainda, um outro filme de 33minutos, em que contrapõe a carreira de Pelé e Maradona. O roteiro é todo baseado nas diferenças entre o bom moço e no rebelde, o samba e o tango. Deixa a desejar também o conteúdo, que leva em consideração "apenas" as Copas do Mundo e cria uma paralelo distorcido das duas brilhantes carreiras. Há ainda outros extras, como compactos de duas partidas históricas (Napoli x Juventus, italiano de 90, e Napoli x Stuttgart, Copa da Uefa de 89) e imagens de vestiário, faltas, gols e lances violentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9416776-110969425875811371?l=valenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/110969425875811371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/110969425875811371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valenada.blogspot.com/2005/03/maradona-no-dvd.html' title='Maradona no DVD'/><author><name>Zobaran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17939467275606410191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9416776.post-110899041972972856</id><published>2005-02-21T09:49:00.000-03:00</published><updated>2005-02-21T09:53:39.733-03:00</updated><title type='text'>Maracanaço</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Vez ou outra, é fácil reconhecer um momento que ficará marcado na história. Um bom exemplo foi a tão esperada eleição de Lula, um nordestino ex-líder sindical que alcançou o cargo mais alto da república. No futebol, essas coisas também acontecem e um dos casos recentes mais inusitados foi a partida entre o time A do Palmeiras e o time B, também, do Palmeiras. Estranho, não é? O que dizer então de uma final da Taça Guanabara, em pleno Maracanã, entre Americano, de Campos, e Volta Redonda?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Durante a semana que antecedeu a finalíssima, os jornais destacaram um confronto a parte. Não, não era o Túlio Maravilha, artilheiro corriqueiro na época de vacas já nem tão gordas por essas bandas, prometendo gols em cima de Erivelton, goleiro do time campista. Nem mesmo ideologias tática dos técnicos foram postas na mesa de discussão. A atenção esteve toda voltada para a grande disputa foi entre as torcidas, quem iria levar ao Rio o maior número de ônibus e vans com torcedores apaixonados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quem esteve no estádio ou assistiu a partida pela TV não teve dificuldade em notar que dos 35.541 pagantes cerca de 25.000 eram, por ocasião ou não, do Voltaço. Por ocasião sim, mas com muito orgulho e com muito amor. Boa parte do público vestiu a camisa dos quatro grandes enfraquecidos, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco, para vibrar com a chance de gritar é campeão. Já que seus times "principais" fazem (má) figuração no campeonato a solução era mesmo essa, escolher entre uma das equipes do interior e torcer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como o torcedor carioca não é bobo nem nada, ele rumou logo para a arquibancada do lado direito das cadeiras especiais no Maracanã, onde tradicionalmente ficam Flamengo e Fluminense. Assim, a festa era maior, já que além de estar em maior número, os aurinegros de vê-érre (V.R. – Volta Redonda, município do sul fluminense) eram os mais animados. Além disso a antipatia contra o Americano é enorme, já que é o time do coração de Eduardo Vianna, o Caixa D’Água, homem que comando a Federação de Futebol do Rio por dezenove anos e hoje está afastado judicialmente do cargo de presidente. Além disso, a cidade de Campos, no norte do estado, é(era) o curral eleitoral do casal Garotinho, dupla que merece cada vez menos respeito entre os cariocas e fluminenses. Com isso, o jogo ganhou um espírito de bloco de carnaval, com protestos, alegria e diversão, já que a partida propriamente dita não prometia ser um espetáculo, o que se confirmou após os 90 minutos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Durante os pênaltis, quando o jogador do Americano se preparava para perder, o nome de "Lugão", o goleiro do Volta Redonda ecoava no Maracanã. Entre um grito e outro, ouvia-se com clareza o grito "é seleção", mais um recurso do humor vivido intensamente durante o dia. A mesma ironia os torcedores se utilizaram após uma pequena confusão, que quase chegou às vias de fato. Após ser separada a briga entre dois aflitos adoradores do Voltaço, a massa em volta não perdoou e gritou: "Palhaço, palhaço", numa referência ao aço da CSN, Companhia Siderúrgica Nacional. A antiga estatal, recente alvo da privatização, é o motor de propulsão da cidade de pouco mais de 250.000 habitantes e, não por acaso, o nome carinhoso dado ao time é Voltaço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, nem só de festa vive o futebol. Depois de gozar a alegria da vitória alheia, muitos torcedores vão cair na real e encarar o fato de que seus times estão mal das pernas. A conquista da Taça Rio, que garante uma vaga na final diante do Volta Redonda, é uma meta dos quatro grandes e, mais do que isso, uma questão de honra para o futebol do Rio. Ainda que Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco consigam a reabilitação momentânea é importante reconhecer o atual estágio degradante do futebol carioca. O clássico, Voltaço e Americano, na final da Taça G.B. nada mais é do que um símbolo da decadência do bate-bola disputado pelas bandas do Rio de Janeiro. E, ao menos que esse quadro não se reverta, o ingresso da final tem tudo para virar uma relíquia de valor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9416776-110899041972972856?l=valenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/110899041972972856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/110899041972972856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valenada.blogspot.com/2005/02/maracanao.html' title='Maracanaço'/><author><name>Zobaran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17939467275606410191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9416776.post-110857069577371537</id><published>2005-02-16T14:15:00.000-02:00</published><updated>2005-02-18T11:55:59.813-02:00</updated><title type='text'>Caros Amigos Corinthianos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;A história, recente ou não, da cartolagem do futebol está associada a mutretas e maracutaias. Essas “jogadas” (termo bem aproveitado pelo repórter Ernesto Varela) extra-campo já dominaram o noticiário esportivo, apesar da insistência de algum veículos em não dar bola ao problema, mas ainda não habitam as páginas policiais do jornais. Na edição de fevereiro da revista &lt;em&gt;Caros Amigos&lt;/em&gt; esta realidade é constatada em uma coletânea de reportagens produzidas com o intuito de desvendar o mistério do novo Corinthians e do Curingão, o iraniano Kiavash Joorabchian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O material produzido por oito jornalistas (Natalia Viana, Marina Amaral, João de Barros, Renato Pompeu, Andrea Dip, Thiago Domenici, Marcelo Salles e Cauê Llop) ultrapassa as fronteiras nacionais para descobrir, nos Estados Unidos, na Inglaterra e em Moscou, o quanto o passado e o presente do representante da MSI são suspeitos. Antigos amigos com prejuízos milionários causados pelo iraniano, escritórios falsos, inúmeros passaportes estão entre as acusações antigas ou novas divulgadas em &lt;em&gt;Caros Amigos&lt;/em&gt;, assim como um abre-e-fecha incessante de empresas em diferentes países e com capital nem sempre compatível com os vultuosos negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista chega às três principais figuras por trás de Kia, sendo todos (ex-)soviéticos com o padrão de vida alterado drasticamente graças à corrupção de tudo o que de mais podre pode ter acontecido após o desmantelamento das antigas estatais da URSS e o processo de privatização, até hoje obscuro. O russo Roman Abramovich, o dono do Chesea F.C. de Londres, é mencionado, assim como seu compatriota Boris Berezovski. O georgiano Badri Patarkasishvili, procurado pela polícia russa, é no entanto, o que aparece como figura mais sombria e com maior importância dentro do Corinthians, já que parece ser ele o homem dos dólares capazes de comprar craques estrangeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A torre de Babel alvinegra também tem espaço para brasileiros. A &lt;em&gt;Caros Amigos&lt;/em&gt; ouve Antônio Roque Cittadini, opositor da parceria com a MSI, e Alberto Dualib, o presidente que de tudo fez para fechar o contrato. Há ainda uma recaptulação da passagem conturbada em que o conselho do clube paulista aprovou a negociação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho dos jornalistas parece revelar apenas a ponta do gigante iceberg que pode derreter a qualquer momento e, quem sabe, manchar a história de um dos clubes de futebol mais populares do Brasil. Fica no ar a preocupação sobre as reais intenções do novo poder instalado no Corinthians, sendo a lavagem de dinheiro a suspeita mais recorrente, e até quando ele sobreviverá ou se interessará em permanecer no país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9416776-110857069577371537?l=valenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/110857069577371537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/110857069577371537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valenada.blogspot.com/2005/02/caros-amigos-corinthianos.html' title='Caros Amigos Corinthianos'/><author><name>Zobaran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17939467275606410191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9416776.post-110752637020607278</id><published>2005-02-04T13:10:00.000-02:00</published><updated>2005-02-18T11:54:52.563-02:00</updated><title type='text'>A droga do Fórum</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;A Copa do Mundo é nossa. Bem, se por um lado a competição máxima do futebol não vai acontecer por essas bandas tão cedo, ao menos no social o maior dos eventos quem abriga somos nós, brasileiros. E como não poderia deixar de ser, ou poderia, o Fórum Social Mundial se tornou em um improvável shopping a céu aberto com vendedores e clientes de todas as partes do mundo. Improvável, só para aqueles que nunca foram a Disney (ou talvez a uma Copa do Mundo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;O cidadão sai de longe para xuxu, pega ônibus capenga, passa perrengue no calor dos infernos para assistir à palestras abarrotadas de pessoas em pé, fica queimado com marca de camisa de tanto se deslocar de um canto para outro em distâncias absurdas...tem todo o direito de comprar uma camiseta do Che ou de quem mais ele quiser. Tem todo o direito também de chegar lá e querer assistir ao show do Manu Chao (se bem que os organizadores não tem o direito de fazer ele esperar horas a fio para isso). Mas e dai, a que ponto estamos chegando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Copa do Mundo é uma competição em que pessoas do mundo inteiro se reúnem para assistir às partidas mais importates de um intervalos de quatro anos. Uma porção de madame que não sabe nem o que é bola se veste com uma camisa amarela, se pinta de verde e se considera “a brasileira” porque torceu para o Brasil na França, no Japão, nos EUA. No Fórum é a mesma coisa: um bando (uma grande quantidade, não é todo mundo) de Zé Ruela que vai ao show do Gilberto Gil e do Manu Chao, fuma maconha com um gringo, veste a camisa do Fórum e acha que a partir daquele momento é um exemplo a ser seguido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se despir de preconceitos não é um passo fácil, é bem complicado e para aproveitar o encontro de uma forma plena é importante avançar neste sentido. Todos ali têm preconceitos, seria leviano se afirmasse que não, mas muitos buscam compreender o outro de uma forma mais humana. Infelizmente quando uma grande quantidade de pessoas partiru para Porto Alegre sem saber o que esperar (como muitos que aproveitaram bem o FSM 2005) e, mesmo depois de conviver com pessoas interessantes do mundo inteiro, não conseguiram compreender o Fórum como algo maior do que só uma zoação, então é porque esse evento não serviu para porra nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9416776-110752637020607278?l=valenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/110752637020607278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/110752637020607278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valenada.blogspot.com/2005/02/droga-do-frum.html' title='A droga do Fórum'/><author><name>Zobaran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17939467275606410191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9416776.post-110537723302216532</id><published>2005-01-10T15:05:00.000-02:00</published><updated>2005-02-18T11:54:18.613-02:00</updated><title type='text'>Um passo para Piegas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Creme para uso durante o sexo oral, sacos de carvão e uma grande variedade de sapatos de salto alto com o salto quebrado estão entre as doações do povo brasileiro às vítimas do Tsunami. Nota-se o erro de noção de solidariedade. Bem talvez essas pessoas compartilhem do raciocínio de que enquanto ajudamos nações tão distantes, esquecemos de nossas mazelas. É irrefutável, deveríamos perceber que Tsunamis de miséria, desgoverno e racismo atingem o Brasil diariamente. Daí à sabotar uma campanha de arrecadação de mantimentos e roupas para o Sri Lanka são outros quinhentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;É bem verdade que esses donativos são exceções. A regra é comovente. No 23o Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, no Leblon, centenas de carros desembarcam por dia toneladas de alimentos e uma quantidade enorme de roupas. Apenas alguns acham que este é um momento bom para fazer uma limpa na casa e jogar um brinquedinho quebrado do filho para bem longe, se possível na Ásia. A grande maioria, humilde ou magnata (e a grande maioria não é magnata), doa quantidades grandes de alimentos fundamentais para a sobrevida de outros filhos de Deus, ou de Alá, sei lá. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;A caridade nutri os necessitados e alimenta alma e egos. Ah, sim...porque todos os doadores e voluntários, responsáveis por embalar os produtos e armazená-los de forma inteligente, estão ali por um preço. Este valor ultrapassa a Coca com gelo e o pão com mortadela dos lanches do início da noite. O pagamento é se sentir bem, mesmo com tantas dor na coluna. Apesar do lombo dolorido ninguém reclama e quase todos voltam no dia seguinte. É que o salário neste trabalho é diário e ainda é desconhecido algum caso de voluntário que não tenha recebido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Assim como em todo o trabalho, no voluntariado existem mais caciques do que índios. Essa é uma conclusão instantânea, mas só atrapalha aos mais estrelinhas. Saber quem ajudou mais ou subir de escalão para coordenador são interesses perceptíveis, mas não chegam a atrapalhar o decorrer dos turnos, para alguns incessantes. Este é um detalhe muito mais interessante por sinal, jovens e adultos como o Claudinho, o Fernando e a Karina (assim mesmo, quase anônimos sem seus sobrenomes) gastam todas as horas de seu dia fazendo algo que para eles parece especial. Para outros chega a ser triste o momento de ir embora, seja por uma reunião, a volta ao trabalho ou outro motivo qualquer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Integrar uma equipe como esta é um orgulho. Bruno, Pedro, Mariana, Evandro, Glaúcio, Miúcha, e psiu...psiu...é você mesmo, são tantos nomes, pessoas, amigos e histórias compartilhadas com alegria. São gotas de suor. São copos e garrafas da água. São embalagens com a inscrição RICE. São roupas íntimas e remédios. São tantas coisa que fica difícil de não parecer piegas.&lt;br /&gt;Só não venha me dizer que é uma campanha injusta. Eu diria que é um passo. Quem deu o passo, agora quer caminhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEIXA QUIETO: É impressionante como alguns policiais são grossos e não querem nada com a hora do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;DEIXA QUIETO 2: Conhecendo a fama internacional do políticos, eu não doaria!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9416776-110537723302216532?l=valenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/110537723302216532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/110537723302216532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valenada.blogspot.com/2005/01/um-passo-para-piegas.html' title='Um passo para Piegas'/><author><name>Zobaran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17939467275606410191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9416776.post-110425312454628819</id><published>2004-12-28T14:56:00.000-02:00</published><updated>2004-12-29T14:25:44.413-02:00</updated><title type='text'>Brasil, mostra a sua cara...(ou É nóis, é nóis!!!)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;O Natal já foi, ou melhor, já era. Ele, o nascimento de Jesus, é capaz de nos revelar mundos diferentes. Se o bom velhinho, como popular que é resolver fazer suas comprinhas na Leader Magazine (afinal: "não vai precisar dinheiro / paga em fevereiro / é só você se apressar / Já é natal ..." – o resto todo mundo sabe) e distribuir todos os produtos, ele teria recepções variadas. É bem possível que um papai noel tenha sido barrado na subida de um morro por estar portanto roupas vermelhas. Tapas na cara do nosso símbolo de natal para que tenha mais respeito, com o movimento e com a vida. Coisas assim, só eram imaginadas no Beira Rio, em Porto Algre. Já, se o Santa Claus topar na porta de um condomínio de luxo da Barra da Tijuca ou da Zona Sul, ele também terá muitas dificuldades...em ser anunciado nos apartamentos, ainda mais com esses presentes tão borocoxôs. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Delírios como estes poderiam estampar as capas de jornal, mas ainda não estamparam. Outros delírios, aqueles que estamparam, foram minuciosamente desmembrados e relacionados. Adiciona-se a intensidade da reportagem, por vezes narração, do jornalista Carlos Amorim. Resulta no livro CV PCC – A Irmandade do Crime (Record). O surgimento do Comando Vermelho e sua proliferação é esmiuçado na obra. Não existe nenhum presente melhor para interessados em tentar entender mais um pouco sobre a cidade, o estado, o país e o mundo em que você está. Sim porque até ligações internacionais são lembrados no enredo B do Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A confusão na cabeça do leitor, graças aos tornos e retornos do texto, é inevitável, até porque, mesmo ministros da Justiça não são capazes de entender toda a real formatação da força paralela de segurança do tráfico de drogas. A persistência vale a pena e o embaralhar de nomes e acontecimentos se transforma em um característica singular. A porrada começa logo no início, com a introdução o que foi que mudou. Trata-se de uma matéria consistentes sobre situações que mereciam entrar em debate na sociedade, como a dificuldade de desvendar as relações do crime organizados com formas de lavar dinheiro. A política é presença constante o que nos faz temer um futuro melhor. O panorama do submundo institucionalizado do país é assustadoramente real.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"(...)Nos anos da formação do Comando Vermelho, ali perto do início da década de 80 do século passado, éramos um simples corredor de passagem de cocaína colombiana para os Estados Unidos e a Europa, com alguma venda local. Muitos acreditam que somos agora o segundo mercado consumidor em todo mundo, seguindo os Estados Unidos bem de perto. Os olhos dos barões mundiais do tráfico nos olham fixamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, o bandido da favela é o de menos – o que importa são os grandes negocios, envolvendo milhões de dólares anualmente. Um estudo da ONU assegura que os números globais do tráfico estão entre 600 e 800 bilhões de dólares(...) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não há como movimentar tais quantias sem o sistema financeiros, o mercado de capitais e as grandes operações de lavagem de dinheiro. Os nossos "chefões do crime organizado viram fichas pequenas no mundo dos narcóticos" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No jogo entram grandes instituições financeiras e investidores TOP 10 de Wall Street. Sem devaneios, o jornalista vaga por locais como a Floresta Amazônica e as FARC e o DEA, o departamento de investigação e repressão de narco-negócios dos EUA. A máfia italiana também é muito mencionada, com pertinência, em busca de características compartilhadas com os nossos comandos, Comando Vermelho, Primeiro Comando da Capital(SP), Terceiro Comando, Amigo dos Amigos e Comando Vermelho Jovem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;CV PCC - A irmandade do Crime peca pela pesquisa, que é evidente ainda estão em andamento, sobre a facção criminosa de São Paulo. As nuances da lavagem de dinheiro também ficam no ar, ainda que deste tipo de crime não seja tão fácil encontrar pistas reveladoras, o leitor aguarda a todo momento por ligações mais evidentes. Já a política é o ponto alto. Governadores, prefeitos e parlamentares se utilizam de contatos livres com nomes do tráfico. Enquanto isso falta uma política de inclusão social através de investimentos concretos na educação, saúde, infra-estrutura e tudo o mais que for necessário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vale lembrar que o livro não trata apenas de tráfico de drogas, já que o Comando Vermelho nasceu com criminosos comuns no presídio de Ilha Grande. A massa carcerária se uniu sob o lema de Paz, Justiça e Liberdade, na defesa do respeito dos direitos do preso. A partir daí, assaltos a bancos, seqüestros e outras ações foram realizadas até chegarmos ao ponto onde nos encontramos. A proximidade com os presos políticos também é mencionada e são desmitificadas verdades sobre o papel desses revolucionários na criação da mais influente organização de atividades ilícitas do país. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9416776-110425312454628819?l=valenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/110425312454628819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/110425312454628819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valenada.blogspot.com/2004/12/brasil-mostra-sua-caraou-nis-nis.html' title='Brasil, mostra a sua cara...(ou É nóis, é nóis!!!)'/><author><name>Zobaran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17939467275606410191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9416776.post-110356660388721185</id><published>2004-12-20T16:14:00.000-02:00</published><updated>2004-12-21T14:42:00.003-02:00</updated><title type='text'>Isso aqui, ô, ô, ... </title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Por alguns minutos a Arena da Baixada foi o centro do Universo. Nada de mais importante poderia abalar o mundo do que um gol do Atlético Paranaense. Nesta lista de acontecimentos sem importância estariam atentados na Casa Branca, cenas de paz no Iraque ou capivaras gordas e felizes promovendo um abraço à Lagoa. Enfim, nada pode ser mais importante que o Botafogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por que os times cariocas todos os ano precisam ter esse sofrimentozinho escroto de querer se manter na 1a Divisão? O Botafogo e o Fluminense já estiveram no andar de baixo, mas não morreram. Também não é possível afirmar que eles tenha ressuscitado, vide a tabela do Brasileirão (não há nada mais paulista do que chamar o campeonato dessa maneira, cerrrto?!). Enfim resposta é evidente: cotas de TV vultuosas, possibilidade de contratos publicitários e manutenção do prestígio são algumas das respostas simples de serem imaginadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece, que um fator determinante para os dirigentes temerem de todas as formas um queda é a necessidade óbvia de montar uma estrutura para o futebol render bons frutos. Se organizar significa mudar os parâmetros do “sistema”. As falcatruas não podem ser feitas de uma forma tão descarada. Os super-astros, que garantem um bom faz-me-rir nas negociações (todo mundo ganha, presidente, diretor, empresário...até o jogador), já não aceitam ir para a Segundona. E o pior, a pressão para voltar ao andar de cima (e continuar a torcer para não ser rebaixado) é muito grande. Fracassos não são permitidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então, podemos notar que o “sistema” prega uma peça naqueles que conseguem criar uma linha de raciocínio profissional e lógica. Pagar só o que tem é o lema do Bebeto de Freitas, presidente do Botafogo. Ainda assim, o clube pena para quitar suas despesas com os atletas, mas até que consegue. Enfim, essa mentalidade “pequena” é criticada por chatos de plantão. Torcedores profissionais e dirigentes amadores clamam por contratações de impacto. Infelizmente, esse tipo de cartada no futebol carioca chegou a um nível tão baixo que a chegada do Edmundo em um time é motivo de festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom notar: não será para todo o sempre que os torcedores doentes existirão! Eles já são uma espécie rara pelas minhas bandas. E percebo que esta não é um realidade isolada. De pouco a pouco, o futebol vem perdendo importância para novelas, Big Brothers, Lumas e plumas e Gilbertos Barros. Vale muito levar essa arte pseudo-inglesa a sério. Pelo menos, o campeonato com turno e returno dá sinais de quem não se organiza, se trumbica!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9416776-110356660388721185?l=valenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/110356660388721185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/110356660388721185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valenada.blogspot.com/2004/12/isso-aqui.html' title='Isso aqui, ô, ô, ... '/><author><name>Zobaran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17939467275606410191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9416776.post-110322230269628216</id><published>2004-12-16T16:35:00.000-02:00</published><updated>2004-12-16T16:38:22.696-02:00</updated><title type='text'>Recordar é viver...e não faz tanto tempo assim</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Escrevi esse texto logo após o término das Olimíadas de Atenas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Os Jogos Olímpicos já terminaram. O quadro geral de medalhas já foi computado. Quem ganhou, ganhou. Quem não ganha, não ganha e volta para casa. Por mais que o metal não o deixe perceber , o medalhista também volta (mas é bom lembrar de saltar do pódio e também do salto alto). Enfim, tudo volta ao normal e a nossa vida torna ao já burocrático discurso de falar mal da feiura Lula, falar (mal) do novo namorado novo da Débora Secco, debater com argumentos duvidosos e dúvidas seguras o Conselho Federal de Jornalismo, falar mal da instabilidade de Débora Secco, comentar sobre a eterna decadência do futebol carioca, e, por fim, lembrar que afinal de contas a Débora Secco é gostosa para cacete! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Enfim é uma ova. Eu quero é ser alienado. O que eu quero não ultrapassa a arte de poder assistir modalidades e modalidades de esporte e poder julgar com categórica precisão as reais notas da Ginástica Artística e dos Saltos Ornamentais. Quero mostrar para o inculto que durante as filipinas do Kitajima ele dava mais de uma golfinhada. Quero reduzir a política internacional ao ouro de Sheik lá dos Emirados Árabes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Por favor não me pergunte se estou desapontado com o governo Lula. Muito menos com o tal de Ricardo Bimba, o Winicick. É lógico que a pressão e a operação atrapalharam a Daiane. Coitada, mas também com aquela Deliseé Teixeira enchendo o saco da garota! Entre as celebridades do momento na Rede Globo, eu prefiro a arremessadora do time americano de Softbol. Mas no geral torço contra o Estados Unidos, a quem eu conferi o troféu de Flamengo Olímpico, tamanho ódio. Mas as Olimpíadas são da Paz. Da Paz e da Fraternidade, ao menos é o que o nome do ginásio de basquete nos lembra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Mas será que o nosso príncipe do Dópin, Constantinos Kenteris, já soube disso? O Carl Lewis e o Ben Johnson, não me disseram. Mas o Lauter Nogueira tentou, e com muita propriedade me fez supor que tenha tido sucesso. Nos Shidôs, Osotaguaris e Wasaris do Judô e na prova de adestramento do hipismo, eu também acho que entrei no ritmo olímpico. Já na vela tropecei. E na canoagem. E na luta Greco-Romana. E no nado sincronizado. E em tantas outras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Então...tá aí um motivo para o meu repúdio ao fim das Olimpíadas. Eu ainda não sei tudo. Quero mais novidades. Mas sem essa de assuntos de política. Assunto policial é o irlandês que tentou pegar nosso Vanderlei Cordeiro da Silva. Assalto é o divisão de etapas do Boxe. Economia, os litros de cerveja vendidos no evento. A vida é já é muito complexa dessa maneira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Ouviram do Ipiranga,....eu quero rezar. Eu quero acreditar que o meu país existe. Confiar na derrubada dos Estados Unidos, pela China já em 2008. Poder trocar, e muito, de canal. Não posso viver sem ouvir os já famosos "Tem atleta brasileiro", "é chance de medalhas para o Brasil" e o "o último lugar já foi um medalha para o país". Já falei eu aceito o Galvão e o Datenão. Robson Caetano, Dulce Thompson e a menina dos judô na Band também. Só não me abandone. Não, .... não me deixe sem um Jogos Olímpicos. Por Favor. Tá, tudo bem eu aceito uma Copa do Mundo. Ou...ou até mesmo Olimpíadas de Inverno. Um...sei lá! Copa Sub-21! 20? 17? 15? Copa de Atletismo? Copa de Ginástica? Mundial de tudo quanto é coisa???? Tá. Já falei, eu aceito...manda esse Pan para cá! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Mas tem como descolar um ramo de oliveiras para mim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9416776-110322230269628216?l=valenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/110322230269628216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/110322230269628216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valenada.blogspot.com/2004/12/recordar-vivere-no-faz-tanto-tempo.html' title='Recordar é viver...e não faz tanto tempo assim'/><author><name>Zobaran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17939467275606410191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9416776.post-110305300505454801</id><published>2004-12-14T17:34:00.000-02:00</published><updated>2004-12-16T16:35:11.686-02:00</updated><title type='text'>Deus da bola</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;A poeira já baixou. Um garoto humilde, que jogou por uma grande clube sem despertar alvoroço, morreu em campo na Índia. Parece óbvio que o goleiro do time adversário deve ser condenado, pelo equivalente ao homicídio doloso brasileiro (os advogados devem estar rindo, já que homicídio doloso deve ter em qualquer lugar do mundo), mas isso não importa. Cristiano Júnior, Cristiano para os brasileiros, Júnior para os indianos, entrou para a história do futebol. Ele atravessou a vida no momento mais sublime do futebol: o gol, a comemoração do gol. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Pensei seriamente em fazer um texto sobre esse caso, mas nenhuma palavra poderia superar um música. Aliás, música de Jorge Ben Jor, na época só Jorge Ben...mas já um grande músico. Uma letra escrita décadas antes, em 1972, para Fio, então jogador do Flamengo. Quem diria...32 anos depois, ela cai como uma luva para os últimos momentos de um jogador de carreira conturbada, esquecido pela mídia e pela fama na Índia. Humilde, mas vencedor (pergunte para qualquer um de seus vizinhos da infância pobre). Ele morreu aos 33 minutos, como está música vai profetizar. Cristiano nunca poderá rejeitar essa música, como Fio fez (ele queria ganhar um faz-me-rir qualquer pela homenagem). Agora, só resta a Cristiano dançar no hall dos deuses, acima dos reis e dos ídolos. Um belo gol, uma morte...um Deus. Se tiver alguma eleição, eu voto nele para Deus do futebol. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;A obra:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Filho Maravilha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;"Foi um gol de anjo um verdadeiro gol de placa&lt;br /&gt;Que a magnética agradecida assim cantava&lt;br /&gt;Filho Maravilha, nós gostamos de você&lt;br /&gt;Filho Maravilha,faz mais um pra gente ver&lt;br /&gt;E novamente ele chegou com inspiração&lt;br /&gt;Com muito amor, com emoção com explosão e gol&lt;br /&gt;Sacudindo a torcida aos 33 minutos do segundo tempo&lt;br /&gt;Depois de fazer uma jogada celestial em gol&lt;br /&gt;Tabelou, driblou dois zagueiros deu um toque, driblou o goleiro&lt;br /&gt;Só não entrou com bola e tudo porque teve humildade em gol&lt;br /&gt;Foi um gol de classe onde ele mostrou sua malícia e sua raça&lt;br /&gt;Foi um gol de anjo um verdadeiro gol de placa&lt;br /&gt;Que a magnética agradecida assim cantava&lt;br /&gt;Filho Maravilha, nós gostamos de você&lt;br /&gt;Filho Maravilha, faz mais um pra gente ver..."&lt;br /&gt;Jorge Ben Jor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;OBS1: Diz, aí? É perfeita ou não é?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9416776-110305300505454801?l=valenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/110305300505454801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/110305300505454801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valenada.blogspot.com/2004/12/deus-da-bola.html' title='Deus da bola'/><author><name>Zobaran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17939467275606410191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9416776.post-110234975182333212</id><published>2004-12-06T14:12:00.000-02:00</published><updated>2004-12-16T16:43:28.170-02:00</updated><title type='text'>Começar do Nada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Não sei ao certo se esta deve ser uma carta de apresentação. Bem, será. O meu objetivo ao criar o &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; foi criar um espaço onde haja uma motivação e obrigação de escrever, coisa que eu tanto gosto. Pena que não sei como isso vai funcionar. Afinal, não sei lidar com esta ferramenta da internet, mas espero conseguir me afinar com o instrumento o quanto antes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Saber como as coisas funcionam foi justamente o que me levou ao jornalismo. No início, queria saber como funcionava o futebol. Passei para o funcionamento da transação de jogadores. Mais além, as cidades, o país e o mundo. Parei por aí, porque pelo visto estou cheio de lições atrasadas. Na verdade, nunca vou conseguir terminar essas lições, já que a cada ano elas se multiplicam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;De início de conversa, vou soltar um dos deveres antigos que fundem a minha cabeça. Dias desses, o &lt;em&gt;RJ TV&lt;/em&gt; estava mostrando um tiroteio, que segundo moradores teria produzido uma chuva horizontal com mais de cinqüenta tiros. Algumas das balas quebraram o vidro Igreja São José, ali da Lagoa, pertinho de casa. Pois é, pois logo depois apareceu uma reportagem sobre as novidades de natal no Saara. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Nem discuto toda a questão que envolve o conceito de &lt;em&gt;notícia&lt;/em&gt; ao que acontece na Zona Sul da Cidade Maravilhosa e logo ali na Zona Oeste da Cidade de Deus, onde em uma matéria sem imagens, a apresentadora com nome de café leu a descoberta de uma mina terrestre e a ocorrência de uma troca de tiros na CDD. Bem, o quê é importante? Por que dar mais espaço a um do que a outro se todos os moradores são cidadãos que merecem tranqüilidade e harmonia? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O negócio é que uma rápida lembrança é boa para nos atentarmos ao fato que o comércio irregular é uma das formas que necessitam de meios escusos para lavar dinheiro. Assim como o tráfico e o bicho, eles corrompem políticos, autoridades e até membros da mídia e se utilizam de força muitas vezes. Bancos também são notoriamente um dos lugares onde a lavagem de dinheiro come solta. Outro dia no Jockey, alguns homens de baixa estatura foram denunciados por forjar um resultado que lhes daria uma bolada milionária. O fim do plano? Vender o bilhete para alguém que necessitasse lavar o montante. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Chegamos nesse nível! Como podemos atestar, louva-se um sujeito por usar um clube de massa como lavanderia monetária. E aí, milhares e milhares de pessoas são aliciadas a entrar neste jogo que de limpo não tem nada. Mas quais são as opções dessas pessoas? Nunca lhe ofereceram escola digna, infra-estrutura, saúde, transporte, enfim, condições básicas de vida. Mas a sociedade cisma em cobrar uma ética civil. Como pode, se o indivíduo nem sabe o quê é sociedade? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;E tem mais uma (na verdade mais um milhão de coisas), como último recurso, muitos apelam para uma tal estrutura familiar ou a maldade intrínseca ao ser humano. Como você quer que o garoto, aquele...que sua mãe trabalha 18 horas por dia e ele não conhece o pai, seja alguém com princípios? Ah...e a maldade dos homens? Existe em todo lugar no mundo, não é? E por quê aqui há mais violência? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;São muitas perguntas...é um raciocínio simples (simplório, talvez), mas que mesmo assim me deixa todo enrolado. É impossível de entender. Todos estão na jogada, Participando direta e indiretamente. Muitos são vítimas, alguns envolvidos. E mesmo nos envolvidas, a maioria é composta por vítimas. Como entender, onde se meteu a justiça no país?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9416776-110234975182333212?l=valenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/110234975182333212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9416776/posts/default/110234975182333212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valenada.blogspot.com/2004/12/comear-do-nada.html' title='Começar do Nada'/><author><name>Zobaran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17939467275606410191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
